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A Fibrilação Atrial (FA) faz com que o coração bata de forma irregular e pode se tornar um problema sério. O problema atinge, principalmente, pessoas acima de 65 anos e a quantidade de casos vem aumentando por causa do crescente envelhecimento da população mundial.

O QUE ACONTECE COM O CORAÇÃO NA FIBRILAÇÃO ATRIAL?

Na fibrilação atrial, as câmaras superiores do coração, conhecidas como átrios, batem de forma irregular e desordenada. Isto faz com que a passagem do sangue para os ventrículos, que são as câmaras inferiores do órgão, seja mais lenta (estase). Como consequência, o coração tem mais dificuldade de bombear sangue para o corpo todo.

Além disso, há o risco de formação de coágulos dentro do órgão, que podem migrar para outras partes do corpo, como o cérebro, causando um acidente vascular cerebral (também conhecido como “derrame”).

A contração desordenada e rápida (fibrilação) dos átrios está ligada ao sintoma mais comum da fibrilação atrial, a taquicardia. Alguns pacientes relatam uma sensação que chamam de “batedeira no peito”.

O que a Fibrilação atrial pode causar

A fibrilação atrial afeta cerca de 33,5 milhões de pessoas no mundo todo1. Cerca de 30% dos pacientes não acreditam que seja um problema mais sério. Porém, a FA pode causar:

  • Acidente vascular cerebral (conhecido como “derrame”);
  • Paradas cardíacas;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Embolia pulmonar;
  • Trombose.

O problema é mais comum nos idosos, quando é mais frequente surgirem alguns fatores de risco, como outras doenças do coração, hipertensão arterial e diabetes tipo 2. Também são importantes fatores de risco a obesidade, uso de bebida alcoólica, apneia obstrutiva do sono e a falta de exercícios físicos.

Prevenção de AVC na FA

Os anticoagulantes previnem o desenvolvimento e a passagem de coágulos sanguíneos para o cérebro. Desta forma, não há a interrupção de sangue e oxigênio, o que poderia causar um AVC. Há vários tipos de anticoagulantes que podem ajudar na prevenção do AVC. Veja, abaixo, como cada um age no organismo.

Medicamentos para a prevenção do AVC

> Antagonistas da vitamina K - interrompem a produção das proteínas envolvidas na formação de coágulos;

> Inibidores diretos da trombina - a trombina é uma das enzimas que participa da formação de coágulos. Quando ela é inibida, o processo de coagulação é interrompido, ou seja, os coágulos se formam com menos rapidez;

> Inibidores do fator Xa - o fator Xa também é uma enzima envolvida na formação de coágulos. Sem ela, o processo é interrompido, o que retarda a formação de novos coágulos.

Tratamento para Fibrilação atrial

Após investigar o histórico de saúde, o médico vai indicar a forma de cuidado mais adequada para o caso. Um medicamento ou tratamento que funciona para um paciente pode não ter o mesmo efeito para outro paciente. O médico é o profissional certo para indicar o melhor tratamento.

OS EFEITOS EM MÉDIO E LONGO PRAZO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL PODEM CAUSAR

PROBLEMAS DE SAÚDE, COMO O ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC).

O quiz abaixo foi desenvolvido pela National Stroke Association, e ele passa uma perspectiva da pessoa ter um Acidente Vascular Cerebral, baseado nos fatores de risco que a mesma apresenta. Após completar o quiz, discuta o resultado com seu médico, que irá te auxiliar a avaliar e tratar qualquer fator de risco controlável.

Quiz do coração

Assinale as alternativas para as colunas de fatores de risco abaixo. Será considerado 01 ponto para cada alternativa assinalada. Em seguida, clique em avançar para conferir o resultado final.

    • FATORES DE RISCO
    • ALTO RISCO
    • CAUTELA
    • BAIXO RISCO
    •  
    •  
    •  
    •  
    • Pressão Arterial
    • Fibrilação Atrial
    • Tabagismo
    • Colesterol
    • Diabetes
    • Atividade Física1
    • Obesidade
    • Histórico Familiar
      de AVC
  • 1Alguma atividade física: Até 150 min/semana. 2Exercícios Regulares: ≥ 150 min/semana. 3Obeso: IMC ≥ 30kg/m2 4Sobrepeso: IMC = índice de massa corporal (IMC = peso (kg) / altura2). Material adaptado da National Stroke Association. (http://www.stroke.org/site/DocServer/scorecard_risk.pdf?docID=601). Acessado em agosto/2018.

Compare sua pontuação com os indicadores abaixo

    • PONTUAÇÃO TOTAL
    • 0 ALTO RISCO
    • 0 CAUTELA
    • 0 BAIXO RISCO

ORIENTAÇÕES QUE PODEM SER FORNECIDAS PELO MÉDICO

  1. Saber qual é a pressão arterial
  2. Identificar se há batimentos regulares ou irregulares
  3. Parar de fumar
  4. Identificar o nível de colesterol
  5. Verificar as recomendações para controle de diabetes
  6. Incluir exercícios na rotina
  7. Desfrutar de uma alimentação saudável e com baixo teor de sódio (sal) e de gordura.

*AVC: Acidente Vascular Cerebral.

30%
Doenças cardíacas

não possuem
histórico de
doenças
cardíacas

Outras condições

Cerca de 30% dos casos de Fibrilação Atrial são de pacientes que não possuem histórico de doenças cardíacas. Nestas situações, a fibrilação atrial pode estar relacionada a problemas como hipertireoidismo e doenças pulmonares.

Embora alguns fatores, como idade, sexo e histórico familiar, não sejam possíveis de modificar, adotar hábitos saudáveis de vida e ir regularmente ao médico ajuda a prevenir o problema, mesmo em quem possui um risco maior de desenvolver a doença.

PRINCIPAIS CAUSAS DA FIBRILAÇÃO ATRIAL

As causas da Fibrilação Atrial (FA) são diversas e nem sempre evidentes. Elas podem estar relacionadas a outros problemas de saúde e, em alguns casos, o problema pode ocorrer sem motivo aparente

Na maioria dos casos, o paciente diagnosticado com fibrilação atrial apresenta algum tipo de má formação cardíaca, que pode estar presente desde o nascimento ou ser adquirida devido a danos causados no músculo cardíaco por varios problemas, como a pressão alta. Outras complicações podem estar
relacionadas à fibrilação atrial, veja quais são:

Causas não identificadas

Também há casos de fibrilação atrial em pacientes que não apresentam causa identificável da doença e
não apresentam sintomas. Esta condição é conhecida como fibrilação atrial assintomática.

Quais São as Consequências

> CONSEQUÊNCIAS DA FIBRILAÇÃO ATRIAL PODEM INCLUIR AVC E TROMBOSE

A fibrilação atrial é o tipo mais comum de arritmia, sendo responsável por 33% do total de
hospitalizações por arritmias cardíacas. Os efeitos em médio e longo prazo da fibrilação atrial
podem causar problemas de saúde, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e trombose.

> CONFIRA OUTROS PROBLEMAS DE SAÚDE QUE A FIBRILAÇÃO ATRIAL PODE CAUSAR:

DIAGNÓSTICO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL

Pacientes com fibrilação atrial (FA) tem maior chance de desenvolver um coágulo, o que pode obstruir veias
e artérias, causar AVCs ou a necrose de partes do coração por dificuldade no bombeamento de sangue. Por
isso, é importante procurar um cardiologista e fazer os exames para o diagnóstico da fibrilação atrial.
Continue a leitura para saber quais são os tipos de exames.

> EXAMES PARA O DIAGNÓSTICO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL

É possível que só os exames realizados em uma consulta normal não sejam suficientes para o médico cardiologista eliminar todas as possibilidades do que está provocando os problemas que você sente. Então,
ele pode solicitar uma série de exames, que variam em função do quadro apresentado. O médico pode
pedir somente alguns e, com o resultado deles, solicitar outros depois. É importante lembrar que esses
exames podem ajudar a diagnosticar as causas da Fibrilação Atrial. O diagnóstico completo deverá
ser avaliado pelo médico.
Veja quais são:

Sintomas

Mesmo que a fibrilação atrial possa não parecer um problema muito sério no início, ela é um tipo de arritmia cardíaca. Portanto, precisa do acompanhamento de um cardiologista para não se agravar e/ou causar
outras complicações. Em alguns casos, a doença pode não apresentar sintomas, o que traz um risco ainda maior para os pacientes.

Referências